Como funciona um leilão da Receita Federal: do lance à retirada do produto


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Se você quer entender como funciona um leilão da Receita Federal do início ao fim, este texto explica cada etapa com detalhes: desde o momento da proposta até a retirada do produto arrematado. Tudo para que você participe com segurança e evite erros comuns.

Participar de um leilão eletrônico da Receita Federal pode parecer simples à primeira vista, mas há regras, prazos e processos que precisam ser bem compreendidos. Cada edital tem particularidades e detalhes que influenciam diretamente na sua chance de fazer um bom negócio — ou de ter prejuízo. A seguir, você vai entender exatamente como funciona esse processo e por que é tão importante estar atento a cada fase.

Como os leilões são organizados

Os leilões são organizados pelas unidades da Receita Federal em diversas regiões do país. Eles são publicados no sistema eletrônico da Receita e, embora possam envolver itens diversos, seguem um padrão de funcionamento.

Tudo começa com a publicação do edital, que define:

  • os lotes disponíveis (conjunto de produtos);
  • o valor mínimo de cada lote;
  • a modalidade do leilão (sempre eletrônica atualmente);
  • os prazos para proposta, lance e retirada;
  • os requisitos para participação (quem pode ou não pode participar).

Os lotes são geralmente formados com itens similares, mas isso não é uma regra. Pode haver um lote com 10 celulares, outro com um carro, outro com caixas de peças mistas. Você não pode escolher itens isolados: se der lance em um lote, assume ele inteiro.

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Fase de proposta de valor

Após a abertura do leilão, inicia-se a fase de propostas de valor inicial. Neste momento, você precisa:

1️⃣ Entrar no Portal e-CAC;

2️⃣ Fazer login com gov.br;

3️⃣ Selecionar o leilão desejado;

4️⃣ Escolher o(s) lote(s) que quer disputar;

5️⃣ Inserir uma proposta de valor mínimo que esteja dentro do edital.

Essa proposta é “fechada”, ou seja, você não enxerga os lances dos concorrentes. No fim do prazo, as melhores propostas (normalmente as maiores) vão para a fase seguinte.

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Fase de lances

Após o encerramento das propostas, os melhores colocados em cada lote são convidados para a etapa de lances públicos eletrônicos.

Nesta etapa:

  • A disputa é ao vivo e online;
  • Você visualiza os lances dos concorrentes;
  • Pode aumentar sua oferta até o tempo final;
  • Quem oferecer o maior valor leva o lote.

Os lances precisam ser feitos dentro da janela estabelecida no edital. Perdeu o tempo, perdeu a oportunidade.

Pagamento e documentos

Após vencer um lote, você tem prazo curto (geralmente 3 dias úteis) para realizar o pagamento integral via DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). O edital vai informar:

  • o código da receita;
  • o valor exato a pagar;
  • os dados do arrematante.

Não há possibilidade de parcelamento. O pagamento é à vista e integral.

Além do pagamento, você pode precisar apresentar documentos adicionais, como RG, CPF, CNPJ (se pessoa jurídica), comprovantes de endereço ou autorização de terceiros para retirada.

Retirada do produto

A retirada dos bens deve ser feita no local indicado no edital — normalmente em depósitos da Receita ou alfândegas. A Receita não entrega os produtos nem se responsabiliza por frete. O arrematante precisa organizar toda a logística.

Atenção: muitos produtos só podem ser retirados em horário comercial e dentro de um prazo curto após o pagamento.

Se você não retirar o produto, perde o valor pago e o bem volta para novo leilão.

Garantias e riscos

Os bens vendidos nos leilões da Receita Federal são disponibilizados no estado em que se encontram. Isso significa:

  • Sem garantia de funcionamento;
  • Sem direito à troca ou devolução;
  • Sem assistência técnica ou suporte.

É comum haver produtos novos, semi-novos ou com avarias — e o edital nem sempre detalha a condição exata. Por isso, o risco é do comprador.

Antes de participar, vale a pena verificar se o edital permite visita presencial ao lote, o que pode ajudar na análise.

Custos adicionais

Além do valor do lance, você deve considerar:

  • Custo de transporte (que pode ser alto para lotes pesados ou distantes);
  • Impostos estaduais, se houver necessidade de regularização;
  • Eventuais taxas de desembaraço aduaneiro (em caso de itens importados);
  • Despesas com terceiros, como despachantes ou empresas de transporte.

Um erro comum é considerar apenas o valor arrematado, sem somar os custos envolvidos até que o produto esteja com você.

Dicas práticas para quem vai participar

  • Leia o edital com atenção — é ali que estão todas as regras.
  • Simule seu orçamento completo, incluindo transporte.
  • Cadastre-se no gov.br com antecedência — não deixe para o último dia.
  • Prefira lotes próximos à sua região — facilita retirada e reduz custos.
  • Compare valores com o mercado real — o mais barato nem sempre é o melhor.

Agora que você entendeu como funciona o leilão da Receita Federal — desde a proposta até a retirada do bem — já pode se planejar melhor para participar com responsabilidade e segurança. 

O leilão é uma excelente oportunidade, mas exige preparo e atenção a cada detalhe.

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Patrícia Fischer

Redatora e estudante de Ciências Biológicas.